Novo Código Florestal fez país perder até 40% de áreas protegidas

A implementação do novo Código Florestal, um ano após a sua aprovação, aponta que o Brasil perdeu entre 15% e 40% de áreas previstas para conservação obrigatória, dependendo da região, mas ganhou uma legislação mais fácil de ser aplicada na prática, que permite maior preservação efetiva, mostram dados da organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC).

“O Brasil perdeu em termos de área absoluta, mas a nova lei facilita a regularização. A maior vantagem é que o código é factível do ponto de vista do produtor”, disse a representante da TNC no Brasil, Suelma Rosa.

O novo Código Florestal ficou anos em debate no Congresso e foi aprovado na Câmara em 25 de maio de 2012 (lei 12.651), após uma batalha envolvendo produtores rurais, ONGs, diferentes bancadas de parlamentares e o governo federal.

A lei foi alterada permitindo, entre outras coisas, que áreas de preservação permanente (APPs), que têm a função de proteger as margens de rios e nascentes, por exemplo, contem para o total de reserva legal (vegetação original) que cada propriedade é obrigada a manter.

Outra mudança foi no cálculo do tamanho das APPs, variando de acordo com a largura dos rios ou lagos.

“O novo código florestal abrandou as regras de recomposição das APPs e das reservas legais, principalmente para os pequenos produtores, com vistas a viabilizar a regularização do passivo que vem se formando há décadas de vigência e descumprimento da lei anterior”, lembrou Suelma.

As regras mais flexíveis, no entanto, aplicam-se só para as áreas que foram abertas para plantio ou para pastagem até julho de 2008. Essas foram algumas das mudanças que fizeram com que a área de preservação obrigatória tenha caído na comparação de uma legislação com a outra.

Banco de dados

A TNC conseguiu fazer o cálculo porque trabalha há oito anos ajudando produtores e autoridades em municípios de seis Estados brasileiros a mapearem e registrarem propriedades rurais, em busca de regularização. O banco de dados da ONG cobre mais de 42 milhões de hectares — quase 5% do território nacional.

Em uma amostragem em três municípios de Mato Grosso do Sul, no bioma Mata Atlântica (Angélica, Ivinhema e Novo Horizonte do Sul), as perdas teóricas foram de 24 por cento de área prevista para APPs e 39% de reserva legal, na comparação entre a legislação antiga e a nova.

Já numa amostra de três importantes municípios de produção agrícola de Mato Grosso (Sapezal, Campos de Júlio e Nova Ubiratã), uma região de cerrado e florestas, as perdas com a nova legislação foram de 15% nas APPs e 32% nas reservas legais. As estimativas da TNC comparam as áreas previstas em cada um dos marcos legais.

Próximos desafios

O Executivo federal tem até esta segunda-feira (27) para editar a regulamentação de vários pontos previstos no novo código. O prazo vence no aniversário de um ano da lei, mas essa data cai em um sábado. A expectativa, segundo uma fonte jurídica com conhecimento direto do assunto, é que a regulamentação seja assinada na segunda-feira e publicada no “Diário Oficial da União” na terça (28).

O principal ponto a ser detalhado pelo governo federal é como será feito o programa de regularização das áreas que foram degradadas. O proprietário de terras que decidir recompor as áreas desmatadas acima do permitido terá um prazo de 20 anos para replantar a vegetação ou deixá-la recuperar-se naturalmente.

O primeiro desafio, no entanto, é fazer com que mais de 5,5 milhões de propriedades se inscrevam no Cadastro Ambiental Rural (CAR), um novo sistema onde cada proprietário vai informar ao governo quais são e onde estão suas áreas de produção agrícola e suas áreas com vegetação natural conservada.

Com base nesses dados –na prática um grande mapa das propriedades rurais brasileiras e seus recursos naturais– será feita, dentro dos próximos anos, a recuperação das áreas desmatadas irregularmente.

“Com o CAR você consegue fazer o registro da informação no momento da regularização e depois consegue, por imagem de satélite, acompanhar o uso do solo naquela propriedade”, avalia Suelma.

Os produtores rurais e o governo terão um ano, prorrogável por mais um ano — até 25 de maio de 2015, no prazo mais elástico– para finalizar o cadastramento.


A Floresta Encantada e pista de patinação no gelo são as através do período de frias escolares no Minas Shopping

No período de férias escolares, duas novas atrações estarão à disposição para as crianças e toda a família no Minas Shopping. A partir do dia 10 de janeiro, o centro de compras disponibilizará o ambiente lúdico “A Floresta Encantada”, que traz dois personagens robóticos —uma árvore e um urso—, que contam histórias ligadas à preservação do meio ambiente. Outro atrativo será a pista de patinação no gelo, que promete ser a sensação da garotada também a partir do dia 10 de janeiro.

“A Floresta Encantada” estará à disposição dos visitantes gratuitamente até dia 10 de fevereiro. A estrutura funcionará na nova área do shopping, localizada no 2º piso. Serão oito apresentações diárias, das 14h às 21h, intercalando as histórias contadas pelo urso e pela árvore.

“Essa iniciativa é uma novidade em Belo Horizonte. A proposta é contribuir para a conscientização ambiental das crianças e, claro, encantá-las com as histórias e seus personagens. Além disso, pretendemos reforçar a mensagem de que o futuro está nas mãos dos pequenos e, por isso, devemos ensiná-los a importância de se preservar o meio ambiente”, afirma o gerente de Marketing do Minas Shopping, Renan Fernando Souza.

Patinação no gelo

A pista de patinação no gelo será uma atração para toda família. O espaço funcionará, até o dia 10 de março, na Praça Central do Minas Shopping. A pista com 180 m² comporta até 45 patinadores simultaneamente e será aberta ao público em geral, exceto gestantes e menores de 4 anos. A sessão de 30 minutos terá o valor de R$ 23; a de 45 minutos, R$ 28. Além de barras de apoio nas laterais da pista, os patinadores vão contar com equipamentos de proteção individual, como capacetes, joelheiras e cotoveleiras. A numeração dos calçados vai do 26 ao 45.

Para aqueles que não sabem patinar ou estiverem inseguros, as empresas que levam a pista ao shopping —Ice Brasil e Idêntica Promoções— disponibilizam instrutores para dar orientações básicas sobre a atividade. Crianças de 2 a 4 anos também podem se divertir com um trenó especial para passeio. O brinquedo, com duração de 20 voltas, terá o valor de R$ 12 por criança. A pista fica no mall até 10 de março.

  • Serviço: Férias no Minas Shopping
  • “A Floresta Encantada”
  • Serão oito apresentações diárias, das 14h às 21h. Gratuito
  • Data: 10 de janeiro a 10 de fevereiro
  • 2º Piso no corredor da área de expansão
  • Pista de patinação no gelo
  • Data: 10 de janeiro a 10 de março, das 10h às 22h
  • Local: Praça Central do Minas Shopping

Preços: 30 min – R$ 23; 45 min – R$ 28; Trenó especial para crianças de 2 a 4 anos – R$ 12 por criança (20 voltas).

Horário de funcionamento do shopping: segunda-feira a sábado, das 10h às 23h (Praça de Alimentação e Lazer); domingo, das 10h às 22h (Praça de Alimentação e Lazer). O Minas Shopping está localizado na Avenida Cristiano Machado, 4000, bairro União.

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